Cafeína pode proteger a pele contra os danos UV-induzidos
Novas abordagens para impedir e reverter os danos causados pela luz UV são necessários para combater o aumento das taxas de câncer de pele. Estudos em camundongos mostram que a cafeína, tanto por via oral quanto tópica, promove eliminação dos danos UV-induzidos em queratinócitos através de apoptose, o que previne o posterior desenvolvimento de câncer de pele. Em estudo publicado no renomado periódico Journal of Investigative Dermatology, os pesquisadores avaliaram os efeitos protetores da cafeína em queratinócitos humanos. A taxa de apoptose (morte celular programada) foi duas a três vezes maior nas células tratadas com cafeína em comparação com o controle. A apoptose é uma das formas pela qual o corpo pode livrar-se de células danificadas, que poderiam tornar-se nocivas ao organismo. Segundo o estudo, a cafeína é susceptível de agir em um dos muitos caminhos que fornecem a transdução do sinal na célula com informações sobre o seu ciclo de vida. A cafeína aumentou ainda mais a taxa de apoptose após irradiação UVB em células cujo ATR havia sido depletado, sugerindo que o alvo-chave de cafeína neste efeito é o ATR. Os cientistas sugeriram que a cafeína pode agir mediante a verificação da via ATR-quinase 1 (ATR-Chk1), e que a inibição desta via pode prevenir ou reverter os danos UV-induzidos.
Heffernan TP, Kawasumi M, Blasina A, Anderes K, Conney AH, Nghiem P. ATR-Chk1 pathway inhibition promotes apoptosis after UV treatment in primary human keratinocytes: potential basis for the UV protective effects of caffeine. J Invest Dermatol. 2009 Jul;129(7):1805-15. Epub 2009 Feb 26. |