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Angina aumenta o risco de aterosclerose nas mulheres

As mulheres que sofrem do tipo mais grave de angina têm um risco três vezes maior do que os homens que sofrem da mesma condição de desenvolver aterosclerose, refere um estudo publicado no Journal of Internal Medicine, de acordo com o site Saúde na Interner.

A aterosclerose é caracterizada pela deposição de placas de ateroma, lípidos, que progressivamente conduzem à diminuição do diâmetro da artéria, podendo estar na origem da angina de peito, enfarte do miocárdio, arritmias e insuficiência cardíaca. A aterosclerose é a principal causa de doença e de morte da população ocidental, sendo responsável por um terço das mortes registadas. Apesar de esta doença matar mais mulheres que o cancro da mama, ainda persiste a ideia de que a aterosclerose é uma doença mais associada aos homens.

Para destruir este mito, investigadores da McMaster University, nos EUA, avaliaram o registo de 23.771 pacientes que tinham sido referenciados para serem submetidos a angiografia de diagnóstico durante um período de seis anos.

O estudo revelou que as mulheres que tinham mais de 60 anos e que sofriam de angina de classe IV, o tipo mais grave de angina, tinham um risco absoluto 21% maior de desenvolver aterosclerose do que os homens. Esta tendência verificou-se também nas mulheres com menos de 60 anos, as quais apresentavam um risco 11% maior do que os homens que se encontravam na mesma faixa etária.

Contudo, quando os investigadores tiveram em conta factores de risco associados ao desenvolvimento da aterosclerose, nomeadamente diabetes, tensão arterial elevada, colesterol elevado, tabagismo e idade, verificaram que a angina de classe IV aumentava o risco de doença coronária em 82% nas mulheres e em 28% nos homens.

O estudo também revelou que os homens eram mais propensos a ter aterosclerose severa do que as mulheres (37% versus 22%) e que as mulheres com aterosclerose severa tendem a ser significativamente mais velhas do que os homens (70 anos versus 66 anos).

Os investigadores liderados por Catherine Kreatsoulas esperam que esta nova descoberta permita que os médicos identifiquem mais facilmente as mulheres com risco de desenvolvimento de doença coronária e criem estratégias de diagnóstico e tratamento adequadas.

Fonte: RCM PHARMA
 
 




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